Maria nasceu em 19/05. Quando bebê caiu do colo do tio Marcel e uma semana depois enfiou um feijão no nariz. Sempre foi sapeca. Já mais crecida, gostava de ouvir o rádio enquanto sua mãe cozinhava. Ficou mocinha aos treze. Deu o primeiro beijo aos 14. Tinha vergonha das pessoas, achava que era mais fácil lidar com comida. Tinha paixão pelos temperos, pelos vegetais... Nasci cozinheira, dizia.
Quando completou 18 anos, começou a trabalhar no restaurante de sua mãe. Aos 20 conheceu seu cliente mais exigente, Arthur. Apaixonaram-se, casaram-se e um ano depois nasceu Lilian. Maria sofreu com a primeira febre e a primeira injeção. Brigou com Arthur por deixar a pequenina assada. Naquele dia, seu marido dormiu no sofá. Alguns anos se passaram e Maria aprendeu a ser mãe. Chorou na apresentação de dia das mães, de dia dos pais, na festa junina, no dia dos avós, no seus aniversários, na formatura de fim de ano... Maria tornou-se mulher. Mulher, mãe e excelente cozinheira.
No jornal uma pequena nota:
Maria da Rosa Morena, 43 anos, cozinheira, filha de Aparecida Amaral Morena e Leandro Honuar da Rosa. Sepultada ontem.
Maria da Rosa Morena é uma personagem fictícia, essa história foi escrita para que eu mostre minha indignação com obituários. Toda a vida de uma pessoa é apagada. A nota esquece de lembrar o desespero de ficar menstruada, do sacrifício de fazer seu primeiro pimentão recheado. O obituário jamais lembraria do tio Marcel, do feijão, da dor de ver a filha chorando com a injeção. E a primeira vez? E aquele dia na praia que ela encontrou uma tia que não via há anos?
A vida é muito bela. É composta de pequenos momentos, grandes vitórias e amargas derrotas. O que são obituários para reduzir a beleza ímpar de uma vida a uma nota de 2 linhas?
- Gina
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Do banheiro ao fone de ouvido.
Existiu a época que as casas tinham apenas um banheiro e isso agregava a família. Quando tinham uma festa para ir, existia um revezamento na família para usar o único banheiro da casa. Com isso pai, mãe, filhos e filhas se comunicavam para saber quem iria tomar banho primeiro e "não tranca a porta menino", gritava alguém. Claro que surgiam briguinhas, mas o que não derruba, fortalece. A família se unia mais.
Li, há um tempo, o livro Fora de Série que, resumindo, dizia o que O Rappa canta: "detalhes fazem a diferença e é bobagem". Eu não acredito que um bom gestor seja filho unico, é na infância que a pessoa forma sua personalidade. E se desde pequeno o menino aprende a dividir os brinquedos, aprende a ceder para que o irmão não se incomode tanto conosco, quando essa criança se torna adulta, ela conseguirá entender como relações pessoais funcionam. O mesmo vale para aquelas pessoas que dividem o banheiro com o restante da família. É claro que é um perrengue ter que esperar, e as brigas inevitáveis nos consomem o bom-humor. Mas essa pessoa, no futuro, e no presente também, entende melhor os outros seres que dividem o espaço consigo. Isso é uma regra barata, que gera muitas excessões.
Eu sou do tempo que as casa tinham uma Tv só. Era uma disputa no horário nobre. O filho mais velho queria ver um filme inédito que passaria num canal, a mãe queria ver a novela, o filho mais novo opta pelo mesmo que o pai, o jogo num canal diferente. E a família sempre conseguia chegar num consenso. Com isso, aqueles dois moleques no ápice da formação (estamos sempre nos formando) veem que o melhor caminho é conversar e colocar na balança os prós e os contras. Brigas surgem, mas não desagregam nenhuma família. Muito pelo contrário.
Em Santo André, há uns dois anos, houve um assassinato que chegou no Jornal Nacional. O jovem matou a ex-namorada porque ela tinha rompido com o relacionamento. Espetacularismo à parte, a discussão que envolveu as mesas redondas, foi que os jovens de hoje em dia (não gosto desse generalização) não sabem ouvir "não". Na certa, aquele assassino não teve uma família normal. Isso é outro assunto. Só quero abordar o fato da entidade Família ser importante para a formação do ser humano, e como coisas aparentemente trivias, que sercam (ou cercam?) essa tal entidade são importantes.
Lembro de um episódio. Eu e minha mãe passeavamos na rua quando, na outra calçada, um homem falava sozinho. Ficamos um tempão brincando, entre nós, como aquele homem era maluco!
Por esses dias, eu estava sozinho, e vi uma mulher sozinha falando. Eu lembrei daquela cena com minha mãe, e já quis diagnosticar o pinel da mulher, mas foi só ela se virar que pude observar que ela possuía um fone de ouvido cujo fio ia até a cintura onde tinha um celular pendurado. Não quero falar que aquele fone estragou minha brincadeira, mas comecei a pensar como esse objeto tem afastado as pessoas, umas das outras.
No onibus e metro, já pude observar mta pessoas conversando entre si, e cada uma com um fone de ouvido. Como assim? Ela ouvem musica e conversam ao mesmo tempo?
Já me disse alguém: a tecnologia nos aproxima de quem está longe, e nos afasta de quem está perto.
Eu não tenho ipod, mp3 e outros similares justamente porque eles me põem um fim à minha contemplação, além de me atralhar os pensamentos.
É claro que certo artício, o fone de ouvido, melhorou a vida dos seguranças que ficavam parados horas olhando pra onde? Mas ver dois amigos conversando e nos seus pares de ouvidos, dois fones pendurados, é o fim da picada.
A música é vida! O celular é mó adianto. Mas não vulgarizar os dois? "Música de bolso" é espetacular, mas não para ficar entre uma conversa. Celular perdeu sua função: ligar e desligar. Ele agora serve como "tocador de músicas", album de fotografia, agenda telefonica, é computador etc.
Não consigo imaginar uma pessoa bem-sucedida (essa palavra tem conceito, não assimiliem-na com fama) que tenha passado um tempo de sua vida ouvindo música no celular e conversando com um amigo. Isso é o fim do relacionamento. É o fim da contemplação!
AMEM!
por João.
Li, há um tempo, o livro Fora de Série que, resumindo, dizia o que O Rappa canta: "detalhes fazem a diferença e é bobagem". Eu não acredito que um bom gestor seja filho unico, é na infância que a pessoa forma sua personalidade. E se desde pequeno o menino aprende a dividir os brinquedos, aprende a ceder para que o irmão não se incomode tanto conosco, quando essa criança se torna adulta, ela conseguirá entender como relações pessoais funcionam. O mesmo vale para aquelas pessoas que dividem o banheiro com o restante da família. É claro que é um perrengue ter que esperar, e as brigas inevitáveis nos consomem o bom-humor. Mas essa pessoa, no futuro, e no presente também, entende melhor os outros seres que dividem o espaço consigo. Isso é uma regra barata, que gera muitas excessões.
Eu sou do tempo que as casa tinham uma Tv só. Era uma disputa no horário nobre. O filho mais velho queria ver um filme inédito que passaria num canal, a mãe queria ver a novela, o filho mais novo opta pelo mesmo que o pai, o jogo num canal diferente. E a família sempre conseguia chegar num consenso. Com isso, aqueles dois moleques no ápice da formação (estamos sempre nos formando) veem que o melhor caminho é conversar e colocar na balança os prós e os contras. Brigas surgem, mas não desagregam nenhuma família. Muito pelo contrário.
Em Santo André, há uns dois anos, houve um assassinato que chegou no Jornal Nacional. O jovem matou a ex-namorada porque ela tinha rompido com o relacionamento. Espetacularismo à parte, a discussão que envolveu as mesas redondas, foi que os jovens de hoje em dia (não gosto desse generalização) não sabem ouvir "não". Na certa, aquele assassino não teve uma família normal. Isso é outro assunto. Só quero abordar o fato da entidade Família ser importante para a formação do ser humano, e como coisas aparentemente trivias, que sercam (ou cercam?) essa tal entidade são importantes.
Lembro de um episódio. Eu e minha mãe passeavamos na rua quando, na outra calçada, um homem falava sozinho. Ficamos um tempão brincando, entre nós, como aquele homem era maluco!
Por esses dias, eu estava sozinho, e vi uma mulher sozinha falando. Eu lembrei daquela cena com minha mãe, e já quis diagnosticar o pinel da mulher, mas foi só ela se virar que pude observar que ela possuía um fone de ouvido cujo fio ia até a cintura onde tinha um celular pendurado. Não quero falar que aquele fone estragou minha brincadeira, mas comecei a pensar como esse objeto tem afastado as pessoas, umas das outras.
No onibus e metro, já pude observar mta pessoas conversando entre si, e cada uma com um fone de ouvido. Como assim? Ela ouvem musica e conversam ao mesmo tempo?
Já me disse alguém: a tecnologia nos aproxima de quem está longe, e nos afasta de quem está perto.
Eu não tenho ipod, mp3 e outros similares justamente porque eles me põem um fim à minha contemplação, além de me atralhar os pensamentos.
É claro que certo artício, o fone de ouvido, melhorou a vida dos seguranças que ficavam parados horas olhando pra onde? Mas ver dois amigos conversando e nos seus pares de ouvidos, dois fones pendurados, é o fim da picada.
A música é vida! O celular é mó adianto. Mas não vulgarizar os dois? "Música de bolso" é espetacular, mas não para ficar entre uma conversa. Celular perdeu sua função: ligar e desligar. Ele agora serve como "tocador de músicas", album de fotografia, agenda telefonica, é computador etc.
Não consigo imaginar uma pessoa bem-sucedida (essa palavra tem conceito, não assimiliem-na com fama) que tenha passado um tempo de sua vida ouvindo música no celular e conversando com um amigo. Isso é o fim do relacionamento. É o fim da contemplação!
AMEM!
por João.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Sábado
E o Sábado? Eu poderia começar dizendo que esse é o dia de Saturno – daí o nome em inglês Saturday -, mas a verdade é que não entendo patavinas de mitologia romana. Depois de uma pesquisa rápida, descobri que Saturno é o deus da agricultura, da força e da justiça, e que assassinou o próprio pai, Urano, com uma foice, e assim deteve o poder entre os deuses (não sei exatamente onde a agricultura e a justiça se encaixam nessa história, mas isso não vem ao caso).
O que me chamou atenção nesse mito todo foi o símbolo da foice, atribuído ao deus Saturno, que diverge totalmente de todas as nossas visões sobre o Sábado. Sábado, como todos sabem, é dia de descanso, de despreocupação, de comemorações, de diversão, de acordar e dormir tarde, de bebedeira, de putaria. Sábado, junto com a Sexta, é o dia da semana mais adorado e aguardado. (Eu até arriscaria dizer que prefiro o Sábado à Sexta, pois na Sexta a cansativa rotina ainda persiste, pelo menos durante a parte do dia.)
Também gostaria de me manifestar contra o rótulo dado aos dias de semana de “dias úteis”. Fica subentendido que os dias do fim de semana são inúteis. E não há nada mais injusto que tachar Sábado de dia inútil, afinal, esse é um dos poucos dias em que você pode viver de forma plena, esquecendo-se de obrigações, rotinas e afazeres.
Depois de todo esse desabafo maluco, proponho seriamente rebatizar o Sábado, que nada tem a ver com foice, agricultura ou inutilidade. Portanto, senhoras e senhores, tenho a honra de apresentar-lhes Baco, o deus romano do vinho, da ebriedade e dos excessos sexuais. Nada mais compatível.
Então tenham todos um ótimo Bácado! Beijos que eu tô no bar.
por Malu
Sexta-feira
Sete dias da semana. Sete pecados capitais.
A Gula casou-se com o domingo, pois encontrou nele o par perfeito para os exageros. A Preguiça uniu-se à Segunda, porque esta tem preguiça de começar. As terças-feiras ficaram com a Avareza, porque por serem muito ocupadas, não têm “tempo” para gastar. A Ira possuiu a quarta, e esta ficou com ódio de ser do meio. A Inveja pertence às quintas-feiras às 23h59, pois sabem que a sexta vem aí... Bom, os sábados ficam com a Luxúria, mas não falarei sobre eles. E claro, as sextas: estas escolheram a Vaidade, porque reconhecem muito bem o seu valor...
Existem boas, médias e péssimas invenções. As sextas fazem parte do seleto grupo das primeiras, porque poucos dias da semana valem tanto quanto este. Dia em que fechamos um ciclo de rotina e correria e iniciamos dois dias de válvulas de escape. Até que chega a Segunda novamente e iniciamos a semana com uma boa dose da mãe de todos os vícios: a preguiça.
Muitos comerciais baseiam-se na alegria desse dia. Apenas festas, bebidas, praias, pôr-do-sol, amigos, viagens... Como se não conhecêssemos isso, gozando de tudo intensamente numa única noite. Magia?! Talvez... Afinal, quem nunca aguardou por uma sexta-feira?
Desfrutarei do clima do dia para seguir com a escrita contínua e errante. Textos não tão impulsivos como as sextas, mas preparados como todos os seus encontros, despedidas – e até para as pequenas loucuras comuns.
Desejo que vocês esperem por nossas “faíscas mentais”, assim como aguardam por uma sexta-feira...
M.L.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Quinta-feira
Quinta-feira é dia de feira na minha rua. Logo de manhã pela janela, vejo o movimento dos vendedores às pressas para arrumar suas barracas. Os postes, invejosos, fazem o papel das estrelas para iluminar os poucos transeuntes que ali passavam para irem aos seus trabalhos. Todos estão sozinhos aqui. Minha rua é uma rua pacata. A população só sabe da existência dela nos dias de feira.
Gosto de sentir o cheiro da terra molhada depois de uma madrugada chuvosa. Acendo um cigarro, vou até a cozinha preparo meu café, vou até a sala e ligo a TV. Meus olhos assistem os documentários enquanto minha cabeça gira em torno da Terra. Uma luz parcimoniosa reflete na tela acordando-me e dizendo que está na hora de ir a feira comprar as minhas frutas e comer um pastel no Giovanni.
Um prédio simples de três andares, acinzentado e com as paredes descascadas pelo tempo. Desço as escadas e fico logo de frente com a barraca de maçãs, bananas, peras e uvas. Continuo caminhando pela rua. Acho a barraca com mangas. Minha fruta predileta. Pego cinco delas, as mais bonitas e que creio que estarão ótimas. Continuo andando e passo pela barraquinha do Sr. Giovanni. Compro dois pasteis de frango e sigo para casa.
Sento à mesa e começo a comer meus pasteis tomando um suco de manga. Na sala, um livro de Albert Camus me espera para ser devorado de sobremesa pelo resto da tarde. Depois de comer sento em minha poltrona e abro a janela para amenizar minha claustrofobia e melhorar a circulação da casa. No rádio, Schubert havia renascido com fortes guinchos dos sopranos.
O telefone toca. O piso de madeira range enquanto me aproximo do telefone. Na outra linha era meu amigo de trabalho, Lucas. Lucas, vamos fazer um churrasco amanhã de tarde na sua cobertura? Claro, vamos sim. Nós podemos pedir pro Alberto preparar aqueles atestados para nós e depois na segunda entregamos. Lucas, tenta ligar para o resto do pessoal. O que acha de chamar o chefe? Claro, é uma boa idéia. Fala pra ele levar as carnes. Podemos comer os olhos, costelas e coxas. Seria delicioso. Leva um pouco das suas pernas e braços também Lucas. Sempre estão bem feitas. Ok, nos vemos amanhã então, grande abraço. Adeus.
Sento novamente em minha poltrona e retorno a leitura. As cinzas do cigarro caem como a areia da ampulheta corroendo meus pulmões. Mais um dia se passou.
Agora volto a respirar.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Quarta-feira
Tenho nada para falar sobre a quarta-feira. Lembro de nada significativo que tenha acontecido nesse dia. Como a maioria das coisas eu guardo para acontecerem no fim-de-semana, a coitada da quarta permanece como uma pedra no meio do caminho que atrasa a chegada da cerveja com os amigos na sexta e a ida pra São Paulo no sábado. E não sou só eu que penso e ajo assim: todo mundo parece travar o que quer e o que sente para que desemboque no fim-de-semana. A quarta fica como um bloco de 24 horas que demora.
Mesmo assim, a gente acorda, respira, anda, come, transa, chora e conversa na quarta, e esperamos o outro lado vir. A gente não quer que a quarta aconteça, mas a quarta acontece na gente, pois ela é a encarnação daquilo tudo que fazemos na vida: esperar. Esperamos a viagem, o beijo, o salário, a vinda da redenção – mesmo que você seja ateu e não acredite no retorno do Messias, de Jesus, do Satã (sim, tem gente esperando por ele também), todos esses nomes representam aquilo que é a simples salvação. E queremos ser salvos dessa maldita nulidade existencial da qual não temos como escapar.
A quarta-feira fica como esse bloco de 24 horas que demora porque experimentamos, pelo menos um pouquinho, o vazio daqui de dentro em que é bom se afundar de vem em quando. Aqui e lá, sempre vai ter esse entrave metafísico dentro do estômago que nós descotamos com o riso e o soluço.
Mas isso fica pra depois. Agora vou pro forró. Beijos, me retweeta.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Terça-feira
Segundas são detestadas por muitos. Quarta é dia de feira no Carrefour, nas quintas iniciam-se preparativos para o happy hour ou para algum passeio na sexta-feira a noite. Sextas e sábados são amados, domingos dividem opiniões e as terças... São esquecidas!
Terças são inesperadas, ninguém as planeja. No entanto as melhores coisas ocorrem no terceiro dia da semana. Às terças as surpresas são bem recebidas e as primeiras vezes acontecem - sejam primeiras para o que for. Nelas os namorados e apaixonados sentem saudades da pessoa amada... O Amor acontece. As músicas são escritas e o acaso encontra o destino como num conto inacreditável: a vida. Bem-vindo Fevereiro, acaso, amor, saudade, novas melodias... Bem-vinda terça-feira.
Um bom mês para todos.
- Gina
Terças são inesperadas, ninguém as planeja. No entanto as melhores coisas ocorrem no terceiro dia da semana. Às terças as surpresas são bem recebidas e as primeiras vezes acontecem - sejam primeiras para o que for. Nelas os namorados e apaixonados sentem saudades da pessoa amada... O Amor acontece. As músicas são escritas e o acaso encontra o destino como num conto inacreditável: a vida. Bem-vindo Fevereiro, acaso, amor, saudade, novas melodias... Bem-vinda terça-feira.
Um bom mês para todos.
- Gina
Assinar:
Postagens (Atom)